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Nada, é tão forte como o apelo ao erotismo e exotismo da mulher brasileira, que ainda toma conta de parte da mídia que mandamos para fora, bem como, publicações que de forma indireta timbram as brasileiras como concordes com o turismo sexual. Uma das inúmeras publicações, que insinuam para tal estigma, pode ser visualizada e lido em um guia editado em inglês direcionado para turistas (homens) estrangeiros da editora Solcat . Em que o tratamento dado a mulher brasileira é extremamente humilhante e fere os princípios básicos dos Direitos Humanos.
Essa publicação já foi objeto de estudos acadêmicos, no qual o autor faz o seguinte comentário: É desta forma que fica autorizado o capítulo “How to deal with Brazilian Women” (p. 113, ver o Grupo de Imagens II), em que a exemplo do que Borba fizera nas páginas anteriores, Nogueira também define os “quatro tipos da mulher brasileira (além da garota normal)”. São elas: as Britney Spears, contrapartes femininas dos Preppy-types e talvez a tradução possível para o que chamaríamos de “Patricinhas”, que são “as filhinhas de papai, ...lindas, mas que não deixam ninguém paquera-las”, sendo recomendado ao leitor nem se chegar perto delas; as Hippies ou Ravers que, sejam lá quem forem, são “fáceis de se chegar, boas de papo, difícil de beijar, fácil de beber e se divertir com elas” (grifo meu), praticamente dando como caminho das pedras e da cama embebedar tais garotas.
A genérica categoria the 30 year old, de mulheres mais velhas que gostam de “se divertir, dançar, beber e beijar”, sendo recomendado que sejam tratadas “como damas, pois assim ... tratarão [o turista] como um rei, talvez não esta noite, mas amanhã com certeza”; e, por fim, as Popozudas, que são “maquinas de sexo, ... [que] malham, vestem calças apertadas, ... pintam o cabelo de louro e fazem de tudo para ficarem lindas. Um bom investimento, já que o motel é sempre uma possibilidade com estas gatas”.
A categorização das cariocas, que segundo o guia “acreditam de coração que são as Garotas de Ipanema” (p.112), é feita portanto a partir da possibilidade do playboy/leitor construído pela publicação ter sexo ou não com elas, aparentemente a única interação possível. Diante desses fatos, o governo é contraditório, investe em propagandas contra o turismo sexual, mas permite o uso da “Marca Brasil” em publicações de apelo sexual a mulher brasileira e especificamente carioca. Para não dizer, que o problema é gravíssimo, devemos entender que os fluxos de turistas estrangeiros que buscam a prática do turismo sexual no território brasileiro, são os compradores desse guia (Rio For Parties), pois o mesmo, é vendido no Brasil e no exterior.
Por: João dos Santos Filho

criado por Tania Rocha
15:59:42
O Ministério Público, o Conselho Tutelar de Bayeux e a Polícia Militar desarticularam uma casa de prostituição infanto-juvenil que funcionava na Praia de Cabo Branco, em João Pessoa. A polícia deveria ficar de olho em um restaurante bacana que tem na praia. Lá, a exploração sexual é internacional.
As meninas
Os marmanjos se aproveitam da fragilidade de meninas pobres para oferecer sexo barato a turistas europeus que aportam por essas praias de cá. O turismo sexual em João Pessoa funciona camuflado sob o guarda-chuva de bares e restaurantes. É só investigar que a verdade será descoberta.
de José Euflávio

criado por Tania Rocha
23:09:41
A proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal dos 18 para os 16 anos de idade, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, será discutida pela primeira vez no plenário da Casa na próxima terça-feira . De autoria do então senador José Roberto Arruda (DEM) - atual governador do Distrito Federal - a PEC propõe tornar penalmente inimputáveis os menores de 16 anos, sujeitos às normas da legislação especial. Para o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, a redução da idade penal não é solução para acabar com o cometimento de crimes médios e graves por parte de adolescentes infratores. "O ideal seria colocar esses jovens em um sistema de internato, com políticas educativas que visam formar o caráter desses jovens, ao invés de esquecê-los em um centro penitenciário que é uma verdadeira escola para o crime".
Cezar Britto lembrou que a redução da maioridade penal certamente irá estimular o turismo sexual no Brasil, uma vez que se passaria a considerar os adolescentes a partir de dezesseis anos imputáveis penalmente. “Se dissermos que cessa a adolescência aos dezesseis anos, os homens ou mulheres que atingirem essa idade anos poderão ser vítimas, por serem maiores penalmente, do crime de abuso sexua.Com a nova maioridade penal, a corrupção de menores deixaria de existir e os adolescentes de 16 anos se tornariam alvos fáceis de degradação sexual”, concluiu o presidente nacional da OAB.
Fonte: maracaju.news

criado por Tania Rocha
18:18:35
Minutos depois de deixar o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a alta comissária das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Louise Arbour, disse hoje que a prisão da jovem paraense numa cela com homens é um desrespeito às convenções ratificadas pelo Brasil nas áreas de direitos civis e políticos. "A pergunta que eu me faço é: Por que ela foi presa antes de ser julgada e condenada?", questionou.
Louise Arbour ressaltou que o assunto em específico não foi tratado na conversa com o presidente. No encontro, ela analisou a situação dos índios e as ações de combate à pobreza. Lula, segundo a alta comissária da ONU, teria manifestado preocupação com as pessoas que vivem em territórios indígenas.
A alta comissária afirmou que o governo brasileiro deve dar uma resposta em relação ao caso da menor que dividiu cela com homens no Pará. "O governo vai analisar essa questão, pois alguém deve responder por essa questão", disse. "Estou muito preocupada com esse caso específico, já enfatizei para as autoridades que não é apenas o caso de uma jovem presa, mas a situação de alguém que é presa sem ser apresentada ao juiz", completou. Louise Arbour veio ao Brasil a convite do governo.
Fonte: A Tarde On Line

criado por Tania Rocha
14:07:20
No capítulo das grandes vergonhas nacionais, merece destaque o fato especialmente sórdido, de vileza desmedida, que é a colocação de mulheres em celas com muitos homens, para que sejam exploradas e brutalizadas sexualmente. Recentes episódios ocorridos em prisão do Pará chocaram a opinião pública brasileira e mundial. O primeiro é o de uma jovem, que se suspeita ser menor - ainda não se sabendo se falsificou ou não os documentos para ser beneficiada com o Bolsa-Família, mas aí pouco importando a diferença etária -, que ficou presa 15 dias numa cela com 20 homens, aos quais prestava serviços sexuais em troca de alimentação, ou era pelos mesmos violentada. O outro é de uma mulher de 23 anos presa em cela junto com 70 homens, nas mesmas circunstâncias. E o mais acachapante é que a governadora do Pará, que alegou não ter tido qualquer informação sobre a cena escabrosa da Delegacia de Parauapebas (a 543 quilômetros de Belém), suspeita de que a prática é comum - não apenas em seu Estado, mas em outros locais do território nacional - para garantir sexo aos detentos (e assim, quem sabe, deixá-los mais calmos).
Eis aí, indiscutivelmente, o último estágio da degradação a que podem chegar o Estado e suas instituições - no caso a penitenciária, mas com reflexos profundos na judiciária, legal, administrativa e de toda a ordem. E o mais incrível é que algumas das autoridades, ouvidas a respeito, justificam a colocação de mulheres em celas repletas de homens com a inexistência, em sua região, de cárceres específicos para mulheres. O que não poderia existir na verdade - em qualquer país que não esteja submetido à plena barbárie - é essa promiscuidade, desrespeito profundo aos mais rudimentares princípios dos tão alardeados Direitos Humanos. É por isso que o governo brasileiro faz bem em não desmentir as tão contundentes denúncias, contidas nos relatórios de instituições internacionais, sobre o opróbrio penitenciário de nosso país.
No começo o Brasil até tentou embargar - mas desistiu - o texto da Organização das Nações Unidas (ONU) que concita o País a indenizar as vítimas de torturas em suas prisões, afirma que a impunidade dos autores desses crimes prisionais, no Brasil, é a regra, além de enfatizar que aqui as cadeias são "imundas, desumanas e asfixiantes". O diagnóstico, contido em relatório sigiloso elaborado pelo Comitê contra Tortura, detecta uma deterioração generalizada do sistema carcerário brasileiro, da tortura às várias outras formas de violência contra a pessoa - no que os episódios das mulheres presas do Pará são uma trágica ilustração.
É muito curioso que conhecidos defensores dos Direitos Humanos no Brasil - que regra geral dedicam sua atenção aos Direitos Humanos dos bandidos - não alardeiem essa situação dantesca. Eles reagem de forma idiossincrática, por exemplo, à redução da nossa maioridade penal, que é aos 18 anos - ignorando (ou bem sabendo) que a responsabilização criminal só aos 18 anos é exclusividade de 4 países, a saber Venezuela, Colômbia, Guiné e Brasil, que estão longe de ser exemplos para o resto do mundo nesse campo. Talvez os direito-humanistas caboclos julguem que para o inferno carcerário a melhor alternativa seja a impunidade (pelo menos etária). Também em nada eles contribuem - pelo contrário - para a melhoria do sistema penal brasileiro, fazendo os habitantes do universo carcerário pender entre o excesso de regalias e a extrema humilhação. É que não conseguem entender que os cárceres numa democracia sempre precisarão existir, sim, mas sem horrores e sem privilégios.
Na legislação penal defasada, na polícia judiciária despreparada, no sistema carcerário desequipado - e brutalizado -, na segurança pública destreinada e no poder público corrompido em tantos setores, podem-se enxergar as raízes de aberrações, como os episódios das mulheres presas do Pará, ou os vícios generalizados que apontou o relatório da ONU. A única esperança da sociedade brasileira é que esses trágicos diagnósticos levem à mudança de tão sombria realidade.
Fonte: O Estadão

criado por Tania Rocha
19:07:28