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Terra Blog

Categoria: Turismo sexual

14.01.08

Turismo sexual no carnaval

categorias: Turismo sexual




Carnaval: época de festa, exposição de culturas populares e alegria nas ruas. Com o aumento do número de turistas estrangeiros no período, que visitam especialmente as cidades litorâneas do Nordeste, cresce também a preocupação com o turismo sexual. Para tentar barrar essa situação, foi criada em Pernambuco uma frente de instituições públicas para proteger a faixa da população mais vulnerável a esse tipo de exploração: a infância e adolescência. O estado tem pelo menos dois grandes pólos carnavalescos: Recife e Olinda. O Ministério Público Estadual, a Polícia Militar, Vigilância Sanitária, a Diretoria de Controle Urbano de Recife e a Delegacia da Criança e do Adolescente firmaram acordo na última quarta-feira (9) para desenvolver ações conjuntas durante o feriado.

“Essa questão do turismo sexual ainda acontece muito, tanto em Recife quanto em Olinda, e no período do carnaval existe um agravante, porque temos um fluxo maior de pessoas, e é uma época mais propícia a essa exploração de crianças e adolescentes”, conta a promotora de Defesa da Infância e Adolescência Rosa Carvalheira, do Ministério Público de Pernambuco. A promotora diz que é comum que as famílias em situação de miséria incentivem as crianças e adolescentes a se colocarem à disposição dos turistas estrangeiros. Segundo ela, esta parcela da população vê na exploração sexual uma forma de “ganhar a vida”, mas atribui a repetição destas situações à fraca responsabilização dos exploradores.

“Existem muitas situações de exploração sexual [de crianças e adolescentes] mas não é muito freqüente a responsabilização criminal dessas pessoas que exploram”. A idéia de criar a frente de combate surgiu a partir de uma investigação do Ministério Público, na qual foi identificada um ponto específico de Recife que estaria servindo de cenário propício ao turismo sexual: na região (que a promotora não especificou qual é), crianças e adolescentes teriam acesso fácil ao álcool e às drogas – elementos que costumam atrair os visitantes que praticam turismo sexual. “A Polícia Militar disse que vai haver uma maior quantidade de viaturas e de pessoal para fazer essa fiscalização [no ponto estratégico identificado pela investigação] e vai atuar especificamente na venda de bebidas alcoólicas e na exploração de crianças e adolescentes”.

Agora, a promotora espera que as ações do grupo tornem-se permanentes. “É claro que, no período de carnaval, a atuação deve ser mais específica para aquele momento, até porque são situações diferentes do dia-a-dia, mas a idéia é de que se tenha uma continuidade nessas ações para que sempre haja um contato estreito entre essas instituições para que haja um maior fluxo de informações e mais rapidamente se possa identificar esses casos de exploração e se punir com eficácia”.

 

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil


11.12.07

Coisa feia

 

O Ministério Público, o Conselho Tutelar de Bayeux e a Polícia Militar desarticularam uma casa de prostituição infanto-juvenil que funcionava na Praia de Cabo Branco, em João Pessoa. A polícia deveria ficar de olho em um restaurante bacana que tem na praia. Lá, a exploração sexual é internacional.

As meninas

 

Os marmanjos se aproveitam da fragilidade de meninas pobres para oferecer sexo barato a turistas europeus que aportam por essas praias de cá. O turismo sexual em João Pessoa funciona camuflado sob o guarda-chuva de bares e restaurantes. É só investigar que a verdade será descoberta.

 

de José Euflávio


20.10.07

GP do Brasil aquece mercado do turismo sexual

categorias: Turismo sexual

Sites com acompanhantes registraram aumento de audiência nesta semana

 

 

O Grande Prêmio de Interlagos da Fórmula 1, marcado para este domingo, 21, é a principal data do calendário sexual paulistano. A chegada de estrangeiros à cidade e o numeroso público masculino do evento lotam boates, aumentam o acesso a sites de acompanhantes na internet e enchem a agenda das prostitutas de luxo da cidade. Apenas na noite de quarta-feira, 17, a baiana Melissa Morais (nome de trabalho), 26 anos, atendeu quatro clientes estrangeiros, membros da escuderia BMW-Sauber, em hotéis da região da avenida Paulista. Nesses casos, cobra em dólar (cerca de US$ 150 mais o táxi - contra R$ 250 em noites normais) e diz receber boas gorjetas. "Gringos não pechincham preço e retribuem se faço um bom trabalho", diz. Melissa afirma já ter dois programas agendados para esta sexta-feira, 19, fruto da indicação dos "gringos".

A temporada sexual da Fórmula 1 é a que mais cria "expectativa" entre as prostitutas, afirmou Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, ao estadao.com.br. De acordo com ela, o número de clientes dobra ("na minha época de cinco por noite para dez"), estimulados também pelos hotéis. "Como não falam português, os gerentes dos hotéis me ligavam e eu dava uma 'caixinha simbólica' para eles." De acordo com Raquel (que não fala inglês), os engenheiros "gostam muito" das prostitutas brasileiras e, apesar disso, boa parte dos clientes da alta temporada são nacionais - e casados. "Muita gente vem de outras cidades para assistir à corrida e dá uma escapadinha. Quem deve estar louco com isso é o Maroni." Está mesmo.

 

Fonte: Estadão


19.10.07

Ação contra turismo sexual

categorias: Turismo sexual

 

O Ceará ocupa o 13º lugar no ranking nacional de denúncias telefônicas contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. De janeiro a agosto deste ano, foram registradas, em Fortaleza, 86 denúncias e, em todo Estado, 107, somente de casos envolvendo turismo e exploração sexual. Os dados foram divulgados ontem, em seminário promovido pelo Ministério do Turismo sobre Turismo Sustentável e Infância, na Faculdade Integrada do Ceará (FIC), com o objetivo de engajar profissionais da área na luta contra a exploração sexual. Especialistas dizem que a estatística pode aumentar caso a população se conscientize e não tenha receio em denunciar.

"Os dados são preocupantes não só aqui. Numa cidade onde há apenas um caso de exploração, há preocupação porque o número pode aumentar e atingir patamares maiores", diz Iara Brasileiro, coordenadora do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB). Iara classifica como elevadas as estatísticas sobre todos os tipos de exploração sexual no Nordeste. Desde a criação do Disque 100 (telefone gratuito para o recebimento de denúncias), em 2003, foram contabilizadas mais de 43 mil ligações. Destas, conforme o Ministério, 13.876 são dos nove estados da Região. "No Nordeste realmente o problema é mais grave, por causa das praias e do potencial turístico. Também temos problemas com estradas e rodovias", completou.

De acordo ainda com a coordenadora, fatores sociais são as principais causas da exploração. "O que nós precisamos é tornar visível este problema e acabar com aquela cultura de que isto é normal. Não é normal porque estamos tratando de crianças, e não de objetos à venda", comenta. Para a promotora Edna da Mata, da 12ª Vara Criminal (Crimes contra Crianças e Adolescentes), a solução mais rápida e eficaz para combater a exploração é uma maior participação da comunidade. Segundo ela, ainda há o medo da população em denunciar e testemunhar contra pessoas que fazem uso de crianças e adolescentes para lucrar com a prostituição. Porém, ela diz, o problema não se restringe à exploração. "Também temos que cuidar da questão do abuso sexual. O abuso é o caso intrafamiliar, cometido por parentes ou vizinhos, sem pretensão de lucro", explica.

O Disque 100 faz parte da Campanha Nacional de Enfrentamento e Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O telefone, gratuito e que preserva a identidade do denunciante, funciona das 8h às 20 horas, em todo Brasil.

Denúncias do Disque 100
Sudeste: 14.580
Nordeste: 13.876
Sul: 6.429
Norte: 4.921
Centro-Oeste: 3.807

 

Fonte: Jornal O Povo

 

31.08.07

Hotéis têm book com fotos de mulheres

categorias: Turismo sexual

 

O turismo sexual geralmente envolve mulheres que não ficam nas ruas à espera de clientes. Elas anunciam seus serviços, normalmente com fotos, em catálogo conhecido por ‘book’, que são deixados em alguns hotéis e motéis. Com as imagens em mãos, o cliente escolhe qual mulher vai chamar para fazer o programa sexual. É a assim que funciona o comércio do sexo nas grandes e médias cidades. Em Bauru, não é diferente. “Não são todos, mas alguns hotéis têm. Vai da postura de cada hoteleiro em admitir ou não (essa prática)”, afirma a presidente do Bauru Convention Bureau, Michele Obeid.

Ela diz que a rede hoteleira participa de um projeto do governo federal de combate ao turismo sexual infantil, mas quando trata-se de adultos, a prática é mais difícil de ser evitada. “De vez em quando, abordamos o tema em reuniões. Mas não tem como impedir a pessoa de entrar (no hotel). O que podemos fazer é orientar”, afirma.

 

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru