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Terra Blog

Categoria: Violência: crianças

02.04.08

Menina de três anos é morta a golpes de foice

 

A população da cidade de Jupi, no Agreste do estado, está chocada com um crime bárbaro cometido nesta madrugada. A pequena Tauane Siqueira da Silva, de apenas três anos, foi assassinada a golpes de foice no sítio onde morava e o principal suspeito do crime é o próprio tio, irmão da mãe dela, o desempregado Arnaldo Siqueira Zumba, de aproximadamente 30 anos. Ele fugiu logo após o crime, mas foi capturado pela Polícia Militar e levado para a Delegacia de Plantão Regional. De acordo com o delegado de plantão, Paulo Geraldo de Paula, Arnaldo estaria embriagado quando cometeu o crime. “Ele falou pouco na delegacia, dizendo apenas que não se lembrava do que aconteceu. Porém, ele tem um histórico de violência doméstica, já tendo agredido outros familiares”, disse.

Na madrugada de hoje, o suspeito teria chegado bêbado na casa onde morava com a irmã e teria discutido com ela. Logo depois, ele teria pegado a foice e desferido dois golpes na cabeça da vítima. Tauane ainda foi levada com vida para o Hospital regional Dom Moura, em Garanhuns, que fica a 35km de Jupi, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda durante a madrugada. “Os médicos fizeram de tudo para salvar a menina, mas os ferimentos eram muito graves”, lamentou o delegado. Arnaldo Siqueira foi autuado por tentativa de homicídio qualificado e deverá ser encaminhado ainda nesta manhã para a cadeia pública de Garanhuns. Como a menina faleceu no hospital, a autuação do suspeito irá ser mudada para homicídio qualificado.

O corpo da menina será encaminhado hoje para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru. O crime será investigado pela Delegacia de Jupi, que deverá receber o inquério do caso ainda hoje. 

 

Fonte:  PERNAMBUCO.COM

 

22.02.08

Crianças vítimas de violência doméstica

Pesquisa realizada pelo Departamento de Saúde Pública da Ufma revela um quadro preocupante sobre a violência doméstica sofrida por crianças de São Luís. Os números preliminares apontam que 85% das crianças estão em situação de violência doméstica na primeira infância (período que vai dos três aos seis anos de idade). Além disso, 72% não têm o nome do pai no registro e 69% recebem assistência de irmãos mais velhos, avós maternos ou vizinhos para que a mãe possa trabalhar. Os dados parciais foram coletados em 18 bairros da periferia. O projeto visitou 500 lares e entrevistou 170 professores da rede pública de ensino e 200 agentes de saúde que atuam nas comunidades estudadas.

Em relação aos professores, 70% deles comunicam a direção da escola quando suspeitam que um aluno esteja sofrendo violência doméstica. A pesquisa constatou ainda que 30% deles chamam os pais ao colégio para conversar sobre o fato, mas 90% desconsideram a possibilidade de comunicar o ocorrido ao conselho tutelar do bairro. 62% dos educadores afirmam que não denunciam a violência doméstica para “proteger” ou “para não desfazer” um núcleo familiar. Entre os agentes de saúde, esse índice foi de 68%. Todos os professores e agentes de saúde entrevistados temem represálias do suspeito de agressão.

Para a orientadora da pesquisa, Artenira da Silva, a solução para o problema é trabalhar diretamente com os educadores. “Estamos trabalhando com multiplicadores da Secretaria Municipal de Educação e 100% dos docentes demonstraram interesse pelo tema”. Segundo o estudo, entende-se por violência “qualquer forma de mau trato físico e emocional, abuso sexual, negligência ou tratamento negligente, ou exploração comercial, ou qualquer outro tipo de exploração que resulte em danos reais ou potenciais à saúde no contexto de uma relação de responsabilidade, poder ou confiança da criança com um adulto”.

 

Fonte: Jornal Pequeno

 

06.02.08

Crime hediondo para exploração sexual infantil

 

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 1.803/07, que classifica como hediondo o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes. O objetivo é tornar mais rigorosa a punição dos infratores. Segundo o deputado autor da proposta, Cláudio Magrão (PPS-SP), a legislação vigente facilita a impunidade. “A pena para exploração sexual hoje é de quatro a dez anos (de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente). Se o criminoso for primário, poderá obter redução”, disse.

Magrão afirma ainda que o projeto encontra respaldo em tratados internacionais, como a Declaração Internacional dos Direitos da Criança e a Convenção das Nações Unidas sobre a Proibição e Ação Imediata para a Eliminação das Piores Formas de Trabalho Infantil. O deputado chama a atenção também para a gravidade dos efeitos psicológicos da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes. O projeto de lei será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta retoma os PLs 4.483/01 e 438/99, que tratam do mesmo assunto.

Fonte: Agência de Notícias dos Direitos da Infância

 

27.01.08

Homem estupra criança deficiente mental

 

A Polícia Civil de Cáceres prendeu na tarde de quinta-feira o trabalhador braçal Elíseo Antonio Alves Teixeira Sabala, 29, acusado pelo estupro de uma menina de 10 anos que é deficiente mental. Elíseo, segundo informou a delegada Elizabete Garcia dos Reis, da Delegacia Especializada da Mulher, namorava há cerca de um mês a mãe da garota, que também tem deficiência mental.

A garota estuda na APAE e é cuidada pela avó. Na tarde do dia 23, quarta-feira, Elíseo levou a menina para um banho em lagoa localizada no bairro Nova Era e a estuprou. A avó notou o sangramento e levou a neta para o hospital, procurando, a seguir, a polícia.

 

Fonte: Diario de Cuiaba

 

11.01.08

PMs e políticos teriam rede de prostituição em SC

 

 

A Polícia Civil de Santa Catarina divulgou, nesta quinta-feira, que investiga a participação de quatro policiais militares, políticos e empresários num suposto esquema de exploração sexual de adolescentes em Orleans, cidade localizada a cerca de 180 km ao sul de Florianópolis. O delegado da cidade, Ulisses Gabriel, apura o caso desde o último mês de julho e já coletou depoimentos de várias pessoas.

 

Ele não divulga o nome dos envolvidos para não prejudicar as investigações mas, segundo a polícia, o caso teve início após denúncias feitas junto ao Conselho Tutelar por uma menina de 12 anos e pela mãe de uma adolescente de 16 anos de idade, no ano passado. Elas teriam recebido dinheiro de integrantes do grupo investigado para realizar programas. O inquérito deverá ser concluído nos próximos dias e os envolvidos podem ser indiciado por corrupção de menores e exploração sexual. No caso dos policiais militares, a punição deverá ser também a expulsão do quadro da PM.

 

Fonte: Ultima Hora News