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Enquanto a violência das ruas e o crime organizado são temas de muitas discussões cotidianas em todo planeta, a violência dentro da estrutura familiar é ainda quase que intocável, protegida que está sob o manto do silêncio no “aconchego” do lar, ela não tem fronteiras, princípios ou leis; não tem cor, raça ou classe. Das cerca de 51% das mulheres do mundo, um bilhão já foi vítima de violência de gênero, cometida por seus parceiros. É por isso que mais do que doenças como o câncer de mama e útero, mais do que a Aids e seu crescimento entre as mulheres, mais do que a igualdade de salários, o que mais preocupa as mulheres, segundo pesquisa CFEMEA, é a violência doméstica e a violência fora de casa (assédio sexual). A cidadania em sua essência é composta de quatro dimensões: a social; a econômica; a educacional e a existencial. No que se refere à cidadania existencial, especificamente no caso das mulheres, os dados da violência continuam alarmantes, impedindo as suas vítimas do pleno exercício da cidadania, além do desprezo aos direitos e garantias individuais.
A violência de gênero ocorre diariamente em toda parte e em todos os paises, mesmo havendo mecanismos constitucionais de proteção aos direitos humanos e/ou mecanismos legais. Consolidados ao longo da história e reforçados pela ideologia patriarcalista, os papeis designados às mulheres e aos homens, estabelecem relações violentas entre os sexos, indicando que a prática da violência doméstica não é fruto da natureza, e sim, do processo de socialização. Logo, a natureza não é responsável pelos padrões e limites sociais que determinam comportamentos agressivos aos homens e dóceis e submissos às mulheres. Os costumes, a educação, os meios de comunicação, recriam, criam e preservam estereótipos reforçando a idéia de que o sexo masculino tem o poder de controlar os desejos, as opiniões e a liberdade de ir e vir das mulheres.
Estudiosos afirmam que a prática da violência doméstica e sexual surge nas situações em que uma ou ambas as partes envolvidas em um relacionamento não cumprem os papéis e funções de gênero imaginadas como naturais pelo parceiro. As vozes silenciadas é que permitem comportamento que reforçam a violência, como por exemplo, os sacerdotes católicos da Croácia quando aconselham as mulheres que sofrem maus-tratos de seus maridos a se resignarem, pois, caso contrário, cometeriam um pecado. Um bilhão de mulheres, ou uma em cada três do planeta, já foram espancadas, forçadas a ter relações sexuais ou submetidas a algum outro tipo de abuso.
Na França, 06 mulheres morrem por mês em conseqüência da violência domestica. No Brasil, em Pernambuco, antes de terminar o segundo mês deste ano 2008, 39 mulheres foram assassinadas. No Rio de Janeiro, em 2006, foram notificados 36 mil casos de agressão à mulher. Em 2007, na Espanha, 72 mulheres morreram vitimas da violência doméstica. Na Guatemala, 497 mulheres foram assassinadas em 2004. Os números diminuíram pouco nos últimos 03 anos.
Na América Latina e Caribe, se pegarmos 10 mulheres maiores de quinze anos em cada país, veremos que quatro peruanas e quatro nicaragüenses sofrem violência física de seus companheiros; no México, três mulheres são vitimas de violência psicológica e duas de violência econômica; três brasileiras de violência física extrema e duas haitianas de violência física. Entre 1990 e 2007, mais de 900 mulheres chilenas foram assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros. No Uruguai, uma mulher morre a cada nove dias, vitima de violência doméstica. A violência também vai ao mesmo ritmo na Bahamas; na Costa Rica; em El Salvador; em Porto Rico, etc.
Em um contexto de desigualdades e discriminações, a violência de gênero é sem dúvida uma violação sistêmica e sistemática dos direitos humanos e um obstáculo ao desenvolvimento econômico; social e democrático em todos os países. Data mundialmente reconhecida desde 1975, pela ONU, como dia internacional da mulher, o oito de março é sempre um momento para refletir o quanto a humanidade evoluiu desde 1911, quando nossas companheiras foram queimadas na fábrica em Nova Iorque. Eu proponho aos homens que nesta data além de dar flores ou outros mimos em recordação ao dia, reflitam sobre que mundo queremos e estamos construindo para o futuro. Qualquer mudança de rumo começa dentro de nos mesmos!
Neide Aparecida Fonseca
Presidenta da UNI AMÉRICAS MULHERES
Diretora da Contraf-CUT

criado por Tania Rocha
10:30:57
A Polícia Civil de Luziânia prendeu hoje Raimundo Gomes da Silva, 61, o homem acusado de manter uma jovem em cárcere privado por pelo menos cinco anos. Ele foi detido quando voltava de São Paulo num ônibus, na GO-010 próximo à Luziânia, numa ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Estadual. Raimundo foi detido por volta das 7h 30, e não resistiu à prisão. Tudo começou quando a garota, hoje com 19 anos, denunciou Raimundo à polícia, relatando toda sua história. Os dois moravam no mesmo bairro, e o acusado começou a aliciá-la quando ela tinha 10 anos. Ele também passou a estuprar e ameaçar a garota, dizendo que mataria sua família caso revelasse algo.
A vítima virou refém de Raimundo quando descobriu que estava grávida, aos 13 anos de idade. Antes o agressor a obrigava a fazer visitas ocasionais, nas quais a jovem sofria abusos e era estuprada. A mãe da menina o denunciou à polícia, mas dias depois atearam fogo em seu barraco. Com medo, a família da garota se mudou para a cidade-satélite de Samambaia/ DF. Porém, 4 meses depois, a mãe da adolescente foi assassinada e o pai desapareceu. Raimundo localizou novamente a jovem e a filha, e elas tiveram que voltar a morar com ele. Hoje a filha do casal tem cinco anos. A denúncia pôde ser feita quando o acusado se envolveu em uma briga de bar, ficando muito ferido. Ele teve então que fugir para São Paulo.
Depois da queixa, a polícia começou a investigar o caso. Os agentes foram na residência do acusado e encontraram o porão onde a adolescente era mantida presa, além de vasto material pornográfico na casa. A delegada Dilamar Aparecida Castro, diante das evidências, decretou a prisão preventiva de Raimundo, sob acusação dos crimes de sequestro, estupro, atentado violento ao pudor e cárcere privado. Pesa sobre ele também a suspeita de três homicídios: o da mãe da adolescente, o do segundo filho que ele não queria e o de um rapaz identificado como "Ratinho". Ele ficará preso na cadeia pública do município.
Fonte: Victor Hugo Caldas, do DM Online

criado por Tania Rocha
13:56:49
Em 2006, 66 casos de abuso e 87 de exploração sexual contra crianças e adolescentes em Fortaleza foram denunciados ao Disque 100. No ano seguinte, os números subiram. Foram 151 denúncias de abuso e 187 de exploração. Por conta da elevação, a Capital foi escolhida pela Secretaria Especial dos Diretos Humanos da Presidência da República (SEDH) para lançar a III Campanha Nacional de Combate à Violência Sexual no Carnaval contra Crianças e Adolescentes. Até 24 de janeiro, foram 29 denúncias, respectivamente.
As ações serão desenvolvidas até 5 de fevereiro nas cidades com maior fluxo turístico no período. A Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci) promete mudanças na forma de atuação e promove uma série de atividades. Segundo a SEDH, as denúncias em Fortaleza durante o Carnaval subiram 480% de 2006 para 2007. O órgão, porém, não divulgou os dados absolutos.
Fonte : O Povo

criado por Tania Rocha
20:34:43
A cada 15 minutos, uma mulher é vítima de violência no Brasil. Em 70% dos casos ela acontece dentro de casa e 40% das vítimas sofrem lesões graves. No Rio Grande do Sul, a violência doméstica é o segundo motivo de morte materna por causas indiretas. A estatística foi divulgada ontem, em evento da Coordenadoria Estadual da Mulher e Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH), que marcou a passagem do Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
O secretário estadual da Segurança, José Francisco Mallmann, colocou um laço branco – símbolo da campanha internacional, lançada no Canadá em 1979, para envolver os homens na campanha. A diretora do DDRH, delegada Elisângela Reghelin, afirmou que o número de denúncias de violência contra a mulher aumentou desde a aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006.
A delegada apontou, no entanto, que a regulamentação da lei, no que trata do agressor, ainda precisa ser implementada pelo poder público. 'Mas o mais importante é que a sociedade precisa se dar conta de que o problema é real e sério.'
A titular da Delegacia da Mulher de Porto Alegre, Nadine Tagliari Anflor, confirmou o aumento de ocorrências na Capital. De janeiro a novembro de 2007 foram registrados 10.658 casos. 'Esse número é acrescido pelas ocorrências registradas em outras delegacias', disse, explicando que só a partir da denúncia o ciclo de violência poderá ser rompido.
fonte: Sindicato Bancarios

criado por Tania Rocha
20:42:52
O corpo de Alisson das Virgens, 19 anos, foi encontrado na Rua dos Desabrigados, bairro de Ponto Parada, em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, por volta das 20h30 da segunda-feira, 26, com várias marcas de tiros. Segundo policiais da 22ª CP (Delegacia de Simões Filho), onde o caso foi instaurado, a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas na região e sua morte pode ter sido motivada por disputas entre gangues rivais. A polícia investiga o crime, mas a autoria do homicídio ainda é desconhecida.
Também na noite de ontem, cerca de uma hora antes, Ginai Maiza Maia de Carvalho, 42, foi assassinada a tiros em pleno Largo Dois de Julho. Segundo testemunhas, a vítima estava na praça conversando com o companheiro, guardador de carros no local, quando dois jovens que passavam a pé deflagraram sete tiros contra a vítima. Os autores dos disparos fugiram correndo. O caso está sendo investigado por policiais da 1ª CP (Delegacia dos Barris)
Fonte: A Tarde online

criado por Tania Rocha
18:32:44