| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | ||||
| 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 |
| 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 |
| 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 |
Foto: Tania Rocha
Em busca de dinheiro e melhores condições de vida, brasileiras vão para a Europa e percebem que são vítimas do tráfico de pessoas. Exploração sexual e trabalho escravo as esperam ao desembarcarem nos aeroportos
A história é sempre a mesma: as promessas são de vida fácil e muito dinheiro. Mulheres brasileiras são iludidas por estrangeiros que juram, muitas vezes, torná-las modelos famosas com cachês bem altos. A verdade surge quando, ao chegarem à Itália, elas percebem que algo diferente está diante de seus olhos. Aqueles que prometeram um mundo cheio de glamour roubam seus passaportes, o único dinheiro que possuem, as estupram e as obrigam trabalhar para eles, de forma escrava, como prostitutas nas ruas italianas. Mas engana-se quem pensa que este é um problema somente na Itália. O tráfico de pessoas é um assunto de responsabilidade mundial. As vítimas partem do Leste Europeu, Sudeste Asiático, África e América Latina, em direção à Europa, com destino, em especial, à Espanha, Itália e Portugal.
Esse foi o destino de milhares de brasileiras que estão, atualmente, na Europa, e é os de tantas outras que estão com passagem comprada, rumo a um mundo desconhecido cujo retorno, quase sempre, não existe. Há seis anos morando na Itália, a catarinense Tania Rocha, indignada com a situação das mulheres brasileiras no país, criou uma Organização Não-Governamental chamada Associazione Internazionale Voce na Lombardia.
— Chegam aqui muitas mulheres da Bahia. Elas têm muito medo de contar alguma coisa porque senão essa máfia mata seus parentes no Brasil. Sei de cada história... Muitas são estupradas até se submeterem a trabalhar como prostitutas. Ajudamos levando-as para consultas médicas e orientamos as brasileiras que desejam se defender de maridos violentos ou se separar deles se protegendo usando as leis italianas — conta a presidente da ONG. A idéia de criar a organização surgiu quando Tania começou a pesquisar sobre o tráfico de seres humanos. A associação é mantida por três brasileiras e uma italiana e não recebe apoio financeiro do governo brasileiro.
— Recebemos ajuda logística de algumas ONGs italianas. Temos um projeto muito importante para dar apoio às mulheres vítimas do tráfico de seres humanos, o que a ONU [Organizações das Nações Unidas] chama de casamento escravo. O consulado brasileiro e a Secretaria Especial das Mulheres acharam o projeto ótimo, lindo, válido, porém, não têm dinheiro para nos ajudar — declara Tania.
Segundo dados apresentados na Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil (Pestraf) publicada em 2002, coordenada pelo Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria) e organizada pelas pesquisadoras Maria Lúcia Leal e Maria de Fátima Leal, há vários tipos de tráfico e exploração, dentre os quais: a rede de entretenimento [shoppings, boates, bares, etc], rede do mercado de moda [agências de modelos] e rede de agências de casamento.
As rotas nacionais e internacionais do tráfico mudam de acordo com a descoberta de uma quadrilha. De acordo com o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (Unodc) as brasileiras estão entre as principais vítimas do tráfico de pessoas para a exploração sexual, principalmente as do Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. As mulheres, vítimas do tráfico de pessoas, são atraídas com falsas promessas de casamentos e uma oportunidade de vida melhor. Foi o que aconteceu com Elaine [nome fictício dado à mulher que foi parar na Alemanha por conta de um falso casamento com um italiano], como relatou em entrevista recente à imprensa.
— Fui vendida a um italiano como escrava sexual. Fui para passar três meses, para conhecê-lo. Foram 15 dias que pareceram 15 anos — relata a brasileira que foi convencida por uma senhora de seu bairro, em Pernambuco, a casar com um italiano que procurava uma esposa.
Elaine não podia imaginar que a senhora com bíblia na mão era uma aliciadora. No exterior, foi obrigada a receber “clientes” alemães e turcos além de ter de manter relações sexuais com seu “marido”. Durante uma briga entre o italiano e a brasileira, ela conseguiu fugir. Voltou ao Brasil e, sem dinheiro, não pôde comparecer à audiência quando autoridades alemãs solicitaram sua presença no país. Portanto, seu caso ficou sem desfecho.
— É tão revoltante ver o traficante à solta. Minha aliciadora está ficando rica, comprando carros, casa. Cada vez que volta, ela leva duas ou três meninas — afirma Elaine que, por receber ameaças de morte, tem sua identidade e seu endereço mantidos em sigilo.
Por Nayra Garofle - www.comunitaitaliana.com

criado por Tania Rocha
14:51:49
Hoje faz uma ano que nasceu este blog. A idéia nasceu da minha necessidade de informar as mulheres brasileiras sobre o que acontecia no mundo, que era ligado diretamente com o mundo feminino. Informar os fatos que eu como escritora e pesquisadora de gênero conhecia. Penso que consegui um otimo resultado. Mais de 143 mil visitantes em apenas um ano. Espero contar com vocês e em breve teremos novidades no blog.
Meus artigos continuam a ser publicados na Europa e no Brasil quase diariamente. As principais revistas italianas me deram espaço e credibilidade. Sei que denunciar e informar requer coragem. A mediocridade esta em se esconder, invejar, lamentar e calar. Deste mal eu não sofro. Luto, denuncio e respeito a mulher brasileira e as mulheres do planeta Terra.
Conte comigo para publicar suas denuncias. Envie fotos de passeatas femininas, protestos de mulheres, mulheres espancadas, violências que você deseja denunciar. Faço um apelo: quem frequenta as praias brasileiras e observa estrangeiros com meninas e adolescentes, me envie que publicarei. O turismo sexual no Brasil será combatido se publicarmos as fotos destes animais na internet.
Conto com você e obrigada pela confiança.
Tania Rocha email: rochatania@libero.it

criado por Tania Rocha
00:30:46
Eu, Tania Rocha, sou brasileira, escritora e apesar de morar na Italia, mantenho este espaço de ligação entre as minhas ideias e as mulheres brasileiras. Ha quase um ano coloquei aqui no Terra este blog e ja recebi mais de 140 mil visitantes.
Tento informar as mulheres e os homens sobre as noticias que abordam o mundo feminino em todo o planeta. Mas não dou atençao somente ao mundo feminino, pois a criança esta sempre ligada à mae e me preocupo muito com o desaparecimento de crianças, pedofilia, trabalho escravo infantil, prostituição infantil, pedofilia e trafico de crianças.
Recebo muitos emails de pessoas que acham este blog muito interessante e de outras que me insultam porque divulgo a luta contra a pedofilia. Mantenho também um blog em lingua italiana e é muito visitado http://blog.libero.it/taniarocha/ . Apesar de me sentir muito feliz com as milhares de pessoas que acessam diariamente este blog, devo dizer que ainda existe uma grande frustração relativa ao pouco empenho do governo e das autoridades brasileiras na luta contra os assassinatos das mulheres em Pernambuco.
Desde o ano de 2002 foram assassinadas 1.589 mulheres no Estado de Pernambuco. Isto é chocante, horrivel e me sinto profundamente triste em acompanhar os assassinatos, dia apos dia sem ver que estão diminuindo. Ao contrario, estão aumentando. Peço à voce mulher, ajude as mulheres de Pernambuco escrevendo uma carta ao Presidente Lula pedindo mais empenho na luta contra tamanha violência.
http://www.presidencia.gov.br/presidente/falecom/
Tania Rocha

criado por Tania Rocha
19:24:02 
Durante a II Guerra Mundial o governo americano necessitou usar a mão de obra feminina nas fábricas e nos escritórios substituindo os homens que haviam partido para o combate. Após a guerra, a Europa foi reerguida com a ajuda do trabalho feminino. Foi este triste evento histórico que propiciou a saída das mulheres do lar. Nos anos seguintes o feminismo veio como consequência natural dos fatos: as mulheres exigiam igualdade de salários, direito ao aborto e maior espaço como cidadãs.
Hoje as mulheres comemoram a liberdade adquirida chamando este período de pós-feminismo. Mas com os avanços conquistados nos países ocidentais as mulheres tem se dividido em duas categorias muito distintas.
A primeira categoria continua lutando pela igualdade de salários, por maior respeito e dignidade à mulher e buscam a realização profissional através das suas capacidades. São mulheres que tem consciência de que muito já foi feito, conquistado, mas que estamos apenas na fase inicial de um longo e penoso percurso em direção a verdadeira igualdade entre os sexos.
A segunda categoria são as mulheres que se utilizam dos resultados adquiridos com tanto esforço para se transformar em caricatura da mulher. É humilhante, vergonhoso e deprimente constatar no que esta classe de mulheres está transformando a palavra MULHER! Esta nova e inusitada classe de mulheres usa os resultados do feminismo denegrindo e humilhando as mulheres conscientes e inteligentes. Esta categoria de mulheres usa o corpo como arma de manipulação e prazer do macho até a exaustão. São garotas que assistimos nas publicidades, nos programas de televisão e em filmes vendendo-se sem critério algum ao mercado manipulador machista.
Seres andróginos, com seios, bochechas, bocas e bundas infladas de silicone que causam piedade. Patéticas mulheres que fazem crer que a beleza do corpo feminino é acéfala. E se transformam em prostitutas de câmaras de televisão como libélulas desesperadas pela luz dos refletores. Essas criaturas que assistimos com piedade decorando programas de futebol e dançando com mísera maestria e ridícula sensualidade em shows televisivos. São ridicularizadas por protagonistas homens nos programas de televisão. Vendem uma imagem feminina frívola e decadente em filmes para atrair a clientela masculina. Mostram-se como carne no açougue em filmes pornográficos.
Mulheres/mercadoria que vendem calendários, carros, revistas e bebidas alegando a necessidade de mostrar-se com arte. Adolescentes que abandonam a busca intelectual de cursos universitários, por desfiles de moda; sabedoras que caminhar em uma passarela requer o uso de pouquíssimos neurônios. Triste categoria que acredita que a beleza pode tudo e a fama justifica os meios.
Desprezíveis mulheres que caçam como na pré-história homens famosos com pouco cérebro. Mulheres que me fazem envergonhar dos nossos avanços feministas. Mulheres que justificam e alimentam o machismo.
Mulheres que o Sindicato Feminino Mundial deveria retirar a carteira de habilitação.
Por: Tania Rocha - Escritora
Itália - Lodi
rochatania@libero.it

criado por Tania Rocha
21:49:29
Vivemos em um planeta com quase seis bilhões de seres humanos e mais da metade são mulheres. Há milhares de anos as mulheres se submetem aos homens e nem possuem mais memória de quando isto começou. A submissão é tão fortemente impregnada em nossos hábitos culturais e religiosos, que é difícil perceber o quanto somos condicionadas. O que é considerado normal em uma sociedade ainda é o que os homens determinam. O que eles desaprovam tambem é rejeitado pelas mulheres.
As mulheres perderam a coragem de lutar: esta é a conseqüência mais grave que a submissão deixou nas suas almas. Elas foram cedendo, dando espaço, abrindo mão de seus sonhos e também da coragem. Hoje estão mais preocupadas em manter um homem ao seu lado - símbolo de status para as menos capazes - que lutar pela igualdade entre os sexos, resgatando a dignidade perdida. Há anos eu estudo e pesquiso o mundo feminino e quando percebi que a covardia feminina impedia a igualdade de gênero, decidi escrever este manual. O objetivo é mostrar às mulheres que no novo milênio não há mais espaço para determinadas atitudes do século passado.
A libertação do macho opressor é possível sem dramas. Vitimismo é “out” e responder à violência com violência não pode nem mesmo ser considerado. Viver uma vida feliz sem sofrer violência psicológica é “in”. E as mulheres do novo milênio podem existir sem a presença de um homem, condição praticamente impossível no século passado. Elas precisam entender que a famosa revolução feminina jamais acontecerá se elas não se unirem, saírem de suas casas para ajudar as mais necessitadas. Ė óbvio que nenhum príncipe vai aparecer para salvá-las, correndo o risco de perder o poder.
A revolução é possível, com muito batom, muito perfume e muito charme. O feminismo histérico com ódio do macho faz parte do passado. A mulher tem que deixar de ser covarde e lutar pela primeira vez na história pela União Feminina Mundial. Finalmente entender que a solidariedade feminina é o único caminho possível para uma vida com dignidade e alegria.
Livro "Cinderela se rebela - 10 regras para a mulher usar o cérebro no terceiro milênio" de Tania Rocha
http://www.livrariascuritiba.com.br/?system=livros&action=carrinho&id=9780000287830&eid=LVAAAA

criado por Tania Rocha
10:49:16