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criado por Tania Rocha
16:09:41
O número de indígenas assassinados no Brasil aumentou 61,4% de 2006 para 2007, segundo relatório divulgado ontem pelo Conselho Indigenista Missionário durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, em Indaiatuba, interior de São Paulo. O número de assassinatos em 2007 é recorde no país nos últimos 15 anos. Em 2007 foram registrados, em todo o país, 92 assassinatos contra 57 em 2006. O Estado com maior concentração desse crime é Mato Grosso do Sul, com 27 assassinatos em 2006 e 53 em 2007 - um aumento de 99%.
O relatório, de 184 páginas, mostra ainda um aumento de 395% no número de indígenas que tiveram desnutrição no país. Foram 99 casos ocorridos em 2006 contra 491 em 2007. O Cimi é um órgão vinculado à CNBB. O relatório é feito com base no levantamento realizado por missionários em áreas indígenas e também com base em notícias publicadas em jornais de todo o país. Cerca de 734 mil índios vivem no Brasil. O documento diagnosticou que suicídios indígenas deixaram de ocorrer apenas em Mato Grosso do Sul e "passaram a ocorrer em outras regiões do Brasil, principalmente na região amazônica".
Nos últimos dois anos, foram registrados 61 casos de suicídios entre índios, sendo 33 em 2006 e 28, no ano passado. O documento, que será entregue ao governo federal, destacou ainda o impacto que o aumento de usinas de cana-de-açúcar causou aos indígenas, principalmente em Mato Grosso do Sul. Segundo o levantamento, 1.161 indígenas foram resgatados por fiscais da Delegacia Regional do Trabalho em 2007. Eles trabalhavam em situação degradante.
Fonte: Folha Online

criado por Tania Rocha
16:03:49
Há pouco mais de um mês comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. Houve muitos eventos, solenidades, discursos, festas. Foram feitos todos os tipos de discursos: meigos, politicamente corretos, vazios de sentido, equivocados, para ganhar votos (e acabar perdendo), e alguns somente para o discursante arejar o céu da boca, ou seja, falar por falar. Houve, em geral, muitos discursos de governantes e pouca política de atenção efetiva aos direitos da mulher. Enquanto rolavam discursos e homenagens, muitas justas, algumas mulheres continuaram sendo física e moralmente agredidas. Humilhadas em público, inclusive. Das humilhações em público, quero registrar a sofrida pela senhora Silda Spitzer.
Silda é a esposa do ex-governador do Estado de Nova Iorque, Eliot Spitzer, aquele que renunciou porque foi descoberto usando dinheiro público para pagar suas fornicadas com garotas de programa. Quando a vi na televisão, ao lado do marido, com cara triste e abatida, lembrei-me de uma outra senhora, esta brasileira, que sofreu humilhação semelhante. Falo de Verônica Calheiros, esposa do senador Renan Calheiros. Ambas, cada uma em seu momento, permaneceram estóicas perante tamanha adversidade. Imagino o que passava naquele momento no coração de cada uma delas, e imagino o futuro: jamais enxergarão seus maridos como enxergavam. Não são as primeiras mulheres a viver tal situação, e infelizmente não serão as últimas. Por que elas se submetem a tal humilhação?
Se a pessoa traída fosse um homem, como conhecedor da "espécie", posso afirmar: jamais um homem permaneceria, em situação semelhante, ao lado de uma mulher, caso o papel fosse invertido. E por que a mulher fica? A cultura machista e a cultura de poder do homem o "obriga" a demonstrar que é homem, que é "macho". Para sê-lo, sob essa ótica, precisa ter muitos casos, com muitas mulheres. Como disse o macho Collor, com "aquilo roxo".
Nos Estados Unidos, há um maior moralismo do que no Brasil. Por isso, em tais situações, em geral, o político renuncia. No Brasil, nem isso acontece. A história da política brasileira está cheia de casos semelhantes ao de Renan. No entanto, nenhum levou à renuncia do mandato. Aliás, leva a comentários maldosos contra a mulher e elogios ao homem, que publicamente mostrou-se "viril".
Renan, Eliot Spitzer e tantos outros vão a público, fazem uma autocrítica, pedem desculpas e dizem estar expiando pelos seus erros ou pecados. Spitzer foi mais longe e disse que começou a expiar suas falhas particulares com a mulher, Silda e seus filhos, "e a curar a mim e a minha família". Mas qual é a doença da família? A família de Spitzer não está doente. Doente está a sociedade machista, cuja virulência (vírus do machismo) leva ao sofrimento os filhos e, principalmente, as mulheres. São elas que são vítimas de violência física, moral e psicológica. Elas é que são submetidas à humilhação pública.
A violência contra as mulheres é antiga. Trata-se do crime encoberto mais praticado no mundo. Quando as religiões colocam a mulher como um ser inferior e subordinada ao homem, legitimam a violência. Com a frase "homem não chora", somos educados para sermos duros, o que significa reprimir os sentimentos. Não se pode mostrar a emoção, o amor, a raiva, o afeto, a amizade, o ciúme, etc. Portanto, no conflito, não se pode chorar. Ou se reprime, ou parte-se para a violência. Como o homem fisicamente é mais forte, por que se reprimir?
Estatísticas dizem muita coisa, mas, no caso da violência contra a mulher, são insuficientes. Dão apenas uma idéia geral a respeito do problema. A maioria das mulheres não denuncia seus agressores por medo de represálias. Mesmo sem retratar a realidade, é importante citar o registro do Banco Mundial, que informa: a violência doméstica atinge de 25% a 50% das mulheres na América Latina. É muito lenta a mudança de cultura, mas seria bom os homens começarem a chorar.
* Dr. Rosinha, médico pediatra, deputado federal

criado por Tania Rocha
10:46:31
Um mulher de 40 anos foi assassinada com golpes de faca na madrugada desta quarta-feira em Bertioga. A polícia suspeita de crime passional. Helena dos Santos Alves morreu depois de levar quatro facadas, em frente à sua casa. Segundo testemunhas, Helena chegou de moto, acompanhada de um amigo. Depois que ele foi embora, um outro homem foi até o local e a esfaqueou. O filho da vítima conta que chegou a socorrer a mãe, mas ela veio a falecer no hospital. O acusado ainda não foi identificado pela polícia. O corpo de Helena é velado no cemitério municipal de Bertioga. O enterro será nesta quinta-feira, no mesmo local.
Fonte: TV Tribuna

criado por Tania Rocha
12:43:21
Os eurodeputados pediram nesta quinta-feira aos dirigentes da União Européia (UE) que condicionem sua presença na abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim à retomada do diálogo entre a China e o Dalai Lama pela questão do Tibete. O Europarlamento pede, em uma resolução, à presidência eslovena da UE que se esforce para obter uma posição européia comum no que diz respeito à presença dos chefes de Estados e de Governo do bloco na cerimônia, no dia 8 de agosto. Os eurodeputados pedem no texto, não vinculante, "prever um boicote caso o diálogo não seja retomado.
Fonte: Afp

criado por Tania Rocha
12:34:57