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O turismo sexual geralmente envolve mulheres que não ficam nas ruas à espera de clientes. Elas anunciam seus serviços, normalmente com fotos, em catálogo conhecido por ‘book’, que são deixados em alguns hotéis e motéis. Com as imagens em mãos, o cliente escolhe qual mulher vai chamar para fazer o programa sexual. É a assim que funciona o comércio do sexo nas grandes e médias cidades. Em Bauru, não é diferente. “Não são todos, mas alguns hotéis têm. Vai da postura de cada hoteleiro em admitir ou não (essa prática)”, afirma a presidente do Bauru Convention Bureau, Michele Obeid.
Ela diz que a rede hoteleira participa de um projeto do governo federal de combate ao turismo sexual infantil, mas quando trata-se de adultos, a prática é mais difícil de ser evitada. “De vez em quando, abordamos o tema em reuniões. Mas não tem como impedir a pessoa de entrar (no hotel). O que podemos fazer é orientar”, afirma.
Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

criado por Tania Rocha
18:19:36![]()
Nesta sexta-feira, as ruas do centro do Recife serão tomadas por um protesto contra o preconceito, a homofobia e assassinatos de homossexuais em Pernambuco. A concentração acontece a partir das 15h, na Praça Oswaldo Cruz, em frente à sede da Secretaria de Saúde do estado. O Recfest contra a Homofobia vai denunciar os altos índices de violência contra gays, lésbicas, transexuais, travestis e transgêneros. De acordo com os organizadores do movimento, um homossexual é morto a cada 48 horas em Pernambuco.
A idéia não é fazer uma parada gay, mas dar ao protesto um tom de indignação. Os manifestantes vão vestir preto, levar apitos, cruzes de madeira e velas quê serão acesas ao final do ato, em memória dos pelos homossexuais assassinados. A caminhada, que segue até o Palácio do Campo das Princesas, terá paradas estratégicas na Avenida Conde da Boa Vista e contará com depoimentos de vítimas da homofobia e aidsfobia e ainda de familiares de pessoas assassinadas.
Fonte: Pernambuco.com

criado por Tania Rocha
18:02:45
Até esta terça-feira (28), foram registrados 197 casos de mulheres assassinadas no estado este ano. De acordo com a Unidade Policial da Mulher, dos homicídios que puderam ser esclarecidos, 20% foram conseqüências de brigas domésticas. Para tentar diminuir as estatísticas, o Departamento de Polícia da Mulher vai começar a utilizar, em palestras e capacitações, o vídeo "Violência Doméstica: não seja o próximo alvo". Com 16 minutos de duração, o material pretende estimular que as vítimas de agressões físicas e verbais denunciem seus companheiros.
As imagens, que contam com depoimentos de artistas e vítimas de violência doméstica, ainda esclarecem sobre os serviços criados no estado para atender às mulheres. O vídeo será lançado às 15h desta terça-feira (28), na Livraria Cultura, no bairro do Recife, e foi preparado pela delegada Verônica Azevedo, jornalista e diretora do Departamento de Polícia da Mulher.
Assista ao video:
http://pe360graus.globo.com/bemmequermalmequer/home.asp
Fonte: Bem Me Quer Mal Me Quer

criado por Tania Rocha
15:56:54
Com 15,3 milhões de pistolas e armamentos de pequeno calibre, e taxas de homicídio por armas de fogo que ultrapassam as de alguns países em guerra, o Brasil tem o oitavo maior arsenal de armas leves do planeta. É o que diz a Small Arms Survey, um centro de pesquisa do Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, financiado por países industrializados.
Em seu relatório anual, divulgado ontem, o centro destaca a explosão da violência armada no Brasil, que atribui a uma urbanização descontrolada, aliada à desigualdade social e impunidade persistentes. Estima que só 10% dos homicídios são julgados e condenados e aponta a polícia do Rio de Janeiro como envolvida em tráfico de munições que alimenta a violência extrema na cidade. Para a entidade, o tráfico de drogas, disponibilidade de armas, os lucros com atividades criminosas, o deslocamento social e a impessoalidade nas grandes cidades são capazes de despertar conflitos urbanos no Brasil e outros países.
Não é guerra civil, mas a explosão da violência por armas de fogo no Brasil chega a tal ponto que supera a de países quando em guerra na América Latina ou África , afirmou o diretor do projeto, Keith Krause. Pelos cálculos da entidade, os homicídios por armas de fogo no Brasil triplicaram em 20 anos: eram sete por 100 mil habitantes em 1982, e passaram para 21 em 2002. O brasileiro pode ser até o homem cordial, mas nove entre 100 dispõem de pistolas e outras armas leves - o campeão mundial são os Estados Unidos, com 90 armas por cem civis.
O Brasil continua a ser o campeão mundial em mortes por armas de fogo em termos absolutos , segundo a brasileira Ilona Ilona Szabo de Carvalho, do Programa de Segurança Humana do Viva Rio, que faz pesquisa no Small Arms Survey. De 45 mil homicídios no país em 2004, 36 mil são atribuídos à violência armada. Recife seria a capital mais violenta do país, com 56,5 mortos por 100 mil habitantes, seguida de Cuiabá (48,4) e Rio de Janeiro (43).
Num estudo que está terminando, Ilona estima que o custo da violência no Brasil pode chegar a 10,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O relatório aponta que a urbanização descontrolada tem sido acompanhada de diminuição dos níveis de segurança pública, com desigualdade crescente dentro de uma mesma cidade.
Fonte: EPTV

criado por Tania Rocha
14:52:16
O Brasil vive, há tempos, uma guerra não declarada. Cerca de 50 mil brasileiros morrem, por ano, vítimas da violência, número que ultrapassa os mortos civis nos conflitos contemporâneos, como o do Iraque. Os dados do IBGE são terríveis: em 20 anos, de 1980 a 2000, cerca de 600 mil brasileiros foram assassinados. A taxa de homicídios subiu 130%. Este contingente é maior do que a soma das vítimas das bombas atômicas lançadas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, em 1945, que foi de 340 mil pessoas. Na guerra civil de Angola, que durou 27 anos (de 1975 a 2002), foram 350 mil mortos. Mais ainda: nesse período, dois milhões de pessoas morreram em nosso país por causas violentas – homicídio, suicídio, acidentes e outras causas não naturais, número que corresponde às populações de Brasília, Fortaleza e de países como a Eslovênia e Kuwait. A taxa de mortalidade de jovens do sexo masculino (15 a 24 anos) por armas de fogo cresceu 95%. Só em 2000, a taxa de mortes por armas de fogo no país foi de 71,7 casos por 100 mil habitantes. É 13 vezes maior do que a taxa americana no mesmo período.
As balas perdidas se multiplicam nos espaços da criminalidade, ceifando a vida de inocentes. A insegurança social expande-se sob o olhar do Estado e do fortalecimento do poder invisível, sob domínio das quadrilhas, gangues de criminosos, traficantes de drogas e armas e grupos para-militares. Verdadeira paranóia social se instala, deixando seqüelas e marcas nos mais variados espaços do território. O medo psicológico se desenvolve ao lado do medo físico, a denotar o desarranjo institucional e social, cujas conseqüências se projetam sobre a desconfiança na capacidade do Estado de dar soluções às demandas das comunidades. Essa moldura explica o fato de já sermos o terceiro maior mercado mundial do carro blindado, depois do México e da Colômbia. Qual é a razão para o crescimento da insegurança social? A resposta dos estudiosos é unânime: a enorme disparidade social reinante no país, aliada à impunidade.
Apesar de o Governo Federal ter implantado um forte programa social, amparado na distribuição de 12 milhões de Bolsas-Família, que abrigam cerca de 40 milhões de pessoas, a disparidade entre as classes sociais é gigantesca, bastando lembrar que 1% dos mais ricos acumulam o mesmo volume de rendimentos dos 50% mais pobres, ou ainda, que os 10% mais ricos ganham 18 vezes mais que os 40% mais pobres. Para qualquer esfera que se contemple, distinguem-se bolsões de miséria. Na maior metrópole do país, São Paulo, há 2,5 milhões de pessoas morando em favelas. E se pararmos para observar as condições de vida dos contingentes populacionais – não apenas dos que habitam enclaves miseráveis – veremos que há um Brasil mergulhado na sujeira. São 48% dos municípios que não dispõem de serviços de esgoto sanitário, enquanto 68,5% dos resíduos das grandes cidades são jogados em lixões e alagados. Apenas 451 cidades fazem coleta seletiva de detritos. Ora, os dados mostram também que 68% das internações nos hospitais públicos se devem às carências do povo na área do saneamento básico. A falta de saneamento prejudica a saúde e eleva gastos com o tratamento das vítimas de doenças.
Quando se volta a atenção para o sistema educacional, depara-se com uma estatística aterradora: 38% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos funcionais, ou seja, não são capazes de entender o que lêem. Apenas 25% dos brasileiros acima dos 15 anos dominam as habilidades de leitura e escrita. É possível que a radiografia dos números sociais esteja, até, melhorando nos últimos anos. Mas não se pode dizer que o país exibe situação confortável na área social, fato que os governantes de todas as esferas governativas – União, Estados e Municípios – querem fazer crer. No que diz respeito a determinados setores – como o da segurança pública – a questão se agrava.
Sob essa moldura de fatos e estatísticas inquestionáveis, a Ordem dos Advogados do Brasil - Secção de São Paulo decidiu liderar o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, que recebeu, simbolicamente, o nome de “Cansei”. Ao estar à frente desse Movimento, a OAB SP quer exprimir a indignação de núcleos, setores e grupamentos que não suportam ver proteladas as medidas e as providências do Estado para garantir a harmonia, a segurança e a paz social., colocando a sociedade articulada, participando do enfrentamento desses problemas e colaborando para superá-los.Queremos ser uma Nação próspera, segura, justa e democrática e essa meta exige que os Poderes Constituídos – Executivo, Legislativo e Judiciário – assumam por inteiro as suas elevadas funções. Não somos contra nenhum governo, nenhuma autoridade, nenhuma instância de Poder. O nosso escopo se volta para a legítima defesa da sociedade. Não é nossa intenção “fulanizar” o Movimento, estabelecendo relação entre pessoas e a situação do país. Move-nos tão somente o dever cívico de desfraldar a bandeira do bem comum, por este ideal maior que se chama Brasil.
Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado criminalista, mestre e doutor pela USP, é Presidente da OAB-SP
VIDEOS:
http://br.youtube.com/watch?v=0h8lSxLvIPc
http://br.youtube.com/watch?v=OWuYTj9RahU&mode=related&search=

criado por Tania Rocha
10:06:13